A trombose e o anticoncepcional – riscos, causas e tratamento.

A trombose se tornou um bicho papão para as mulheres que usam ou pretendem usar anticoncepcionais orais e medicamentos de reposição hormonal.

Muito tem se falado nas redes sociais e mídias diversas, sobre a associação entre a utilização do contraceptivo oral e o desenvolvimento de quadros de trombose.

O que você precisa saber é que lançar mão de um tratamento com anticoncepcionais orais ou repositores hormonais não é fator determinante para o desenvolvimento de trombose, existe uma soma de fatores genéticos e ambientais para que isso ocorra.

O que é trombose?

É a formação de um ou mais coágulos sanguíneos dentro de alguma veia, na parte inferior do corpo – normalmente nas pernas, que leva o sangue de volta ao coração.trombose-e-anticoncepcional

A Trombose Venosa Profunda (TVP) ocorre quando esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região. Esse quadro pode ser agravado quando o coágulo se desprende e viaja pela corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.

Vale ressaltar que a formação desse coágulo, ocorre em lugar e momentos inadequados, pois a coagulação é um mecanismo de defesa natural do organismo.

O que causa a trombose?

A Trombose é considerada uma doença multifatorial (causada por diversos fatores), onde fatores genéticos interagem entre si com os fatores ambientais.

Existem diversos fatores de riscos que contribuem para a Trombose Venosa Profunda. Algumas deles são:

  • Idade acima de 40 anos;
  • Permanecer sentado por muito tempo, principalmente em viagens de automóvel ou avião;
  • Fatores genéticos (anormalidades genéticas);
  • Problemas que dificultem a circulação sanguínea;
  • Passar muito tempo em repouso absoluto, ou deitado;
  • Gravidez e puerpério;
  • Infecções gastrointestinais;
  • Obesidade;
  • Glóbulos sanguíneos em excesso sendo produzidos pela medula óssea;
  • Tabagismo;
  • Anticoncepcional e reposição hormonal;
  • Cirurgias de médio e grande porte;
  • Trauma;
  • Infecções graves;
  • Câncer.

A trombose e os Anticoncepcionais

Alguns estudos sugerem a associação entre a utilização de anticoncepcionais orais e um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara.

A trombose pode ocorrer nos vasos sanguíneos das pernas (trombose venosa profunda), nos pulmões (embolia pulmonar), no coração (ataque cardíaco) ou em outras partes do corpo. Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de trombose em outros vasos sanguíneos como, por exemplo, em veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas, em usuárias de contraceptivos orais.

O risco de tromboembolismo venoso é mais elevado durante o primeiro ano entre as mulheres que utilizam anticoncepcional pela primeira vez, podendo ocorrer tanto entre usuárias como entre não usuárias de contraceptivos orais. Esse risco é aumentado com a idade e também entre usuárias fumantes.

O risco de ocorrência é maior entre as gestantes, seguido pelas usuárias e, posteriormente, pelas não usuárias de contraceptivos orais:

  • A incidência aproximada, da trombose, entre as usuárias de contraceptivos orais contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é de até 4 por 10.000 usuárias ao ano.
  • A incidência aproximada entre as mulheres não usuárias de anticoncepcionais orais é de 0,5 – 3 por 10.000 mulheres ao ano.
  • A incidência de trombose venosa profunda associada à gestação é de 6 por 10.000 gestantes ao ano.

Sem dúvidas, este tipo de ocorrência é rara e as mulheres podem fazer uso de anticoncepcionais orais sem muitas preocupações.

Sintomas da trombose

A trombose pode ser completamente assintomática ou apresentar sintomas como:

  • Dor e/ou inchaço unilateral em membro inferior;
  • Dor torácica aguda e intensa, com ou sem irradiação para o braço esquerdo;
  • Dispneia aguda;
  • Tosse de início abrupto;
  • Cefaleia não-habitual, intensa e prolongada;
  • Perda repentina da visão, parcial ou total;
  • Diplopia;
  • Distorções na fala afasia;
  • Vertigem;
  • Colapso, com ou sem convulsão focal;
  • Fraqueza, diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando, de forma repentina, um lado ou uma parte do corpo;
  • Distúrbios motores;
  • Abdome agudo;
  • Sensação de queimação na região afetada;
  • Mudanças na cor da pele da região afetada.

Como é feito o diagnóstico de trombose

O diagnóstico de trombose é feito a partir da anamnese com o paciente.

O médico faz diversas perguntas sobre os sintomas, realiza exames físicos e solicita os exames clínicos necessários.

Os exames solicitados pelo médico, nos casos de suspeita de trombose são:

  • Ultrassom;
  • Exame de sangue;
  • Venografia;
  • Tomografia;
  • Ressonância magnética.

Através desses exames, podem se identificar os locais em que há a coagulação de sangue e as substâncias presentes na corrente sanguínea.

Tratamento da trombose

Após diagnosticado, a trombose deve ser tratada com com substâncias anticoagulantes, que impedem a formação do trombo e a evolução da trombose, ou fibrinolíticos, que destroem o coágulo. Alguns medicamentos utilizados no tratamento da trombose são: Aspirina Prevent, Clexane, Diosmin, Marevan, etc.

Não utilize nenhum medicamento sem a prescrição de um médico. somente ele pode indicar o medicamento mais adequado para cada caso, assim como a dosagem e duração correta.

É imprescindível não interromper o tratamento, sem consultar um médico.



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